As audiodescrições nas redes sociais e até no editorial


Recurso de acessibilidade, a audiodescrição aparece nas redes sociais por meio da campanha #PraCegoVer.


Hoje os smartphones, tablets e computadores são itens comuns do dia a dia, certo? E na vida de um deficiente visual (com perda de visão total ou parcial) isso não é diferente. Com o recurso de leitura em voz alta dos aparelhos, um cego consegue usar normalmente essas tecnologias.


O recurso de acessibilidade não apresenta dificuldades para ler textos corridos, mas para imagens, nem sempre ele descreve da melhor forma possível, ou o mais próximo da realidade. Às vezes, ele sequer identifica que há uma imagem ali.


Embora algumas figuras sejam meramente ilustrativas, há circunstâncias em que elas são fundamentais para o entendimento de um texto. No caso das redes sociais, elas são o foco na maioria delas. E como transformar esse obstáculo em algo acessível para um cego?


Com as audiodescrições!


Audiodescrição é um recurso que descreve de forma clara e objetiva todas as informações visuais de um material que não estão contidas nos diálogos, ou seja, transforma imagens em palavras.


Veja como exemplo este post da Renner no Instagram:


(clique na imagem para abrir no site oficial)

Na descrição há as hashtags #PraCegoVer e #PraTodosVerem.


#PraCegoVer é uma campanha de inclusão: “É um projeto de disseminação da cultura da acessibilidade nas redes sociais e tem por princípio a Audiodescrição de imagens para apreciação das pessoas com deficiência visual. Foi idealizado pela professora baiana Patrícia Braille.” (Disponível em: <https://www.facebook.com/PraCegoVer/?hc_ref=ARQjeVpoUTkpPNRfiaKCR-WmBNYJ0qP8K9UtdB3qEHRjbjGYgcSp1K0A8LgxYosWZRM&fref=nf>. Acesso em: 16 fev. 2018.)


Note como a descrição da Renner não retrata a cor do cabelo ou da pele da modelo. Isso não é relevante para o contexto que o leitor deve apreender – o foco está no produto. Por isso, as audiodescrições não devem ir além do que realmente está na imagem – muitos detalhes e principalmente inferências são descartados.


Veja como no post do Santander no Linkedin isso é respeitado.



Até a prefeitura de São Paulo (<http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/noticias/?p=238414>) e restaurantes estão aderindo a esse recurso:


(clique na imagem para abrir no site oficial)


O Sebrae-SP também usa as audiodescrições. A empresa disponibiliza cursos em EAD para empreendedores e, dentro desses cursos, há PDFs para download. Pensando no aluno com deficiência visual, as imagens desses PDFs têm audiodescrição, já que o Adobe oferece o recurso “Ler em voz alta”.


Para isso, na produção editorial dos materiais, uma equipe de direito autoral fica responsável por criar os textos, enquanto os revisores/editores revisam e validam esses textos.


Não é tão simples achar o ponto de equilíbrio entre descrever o essencial e não deixar informações de lado. Mas com prática e orientação de quem já trabalha com isso, acessibilidade, Libras etc. é possível fazer.


Conte pra gente onde mais você viu esse recurso nas redes sociais!




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