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A diferença entre revisão e preparação de texto

17-Aug-2016

 

 

No processo de produção de um livro, de uma revista, ou de qualquer outro tipo de texto para publicação, existem duas etapas que às vezes se confundem e se misturam.

 

Entender a diferença entre a revisão e a preparação de texto é fundamental para poder dialogar com o cliente, afinal, tais serviços têm funções e preços distintos. E o profissional precisa estar ciente disso na parte burocrática da contratação, como mostramos no nosso post Guia rápido de planejamento para um iniciante em revisão de texto.

 

Mesmo existindo certo padrão, as funções e os nomes dessas etapas podem mudar de editora para editora (assim como acontece com o tamanho da lauda). Seria ótimo se o mercado editorial, que lida com tantos detalhes, padronizasse essas questões!

 

Preparação de texto ou copidesque

 

Há quem diga que são trabalhos diferentes, há quem defenda que são a mesma coisa. Nós somos do time que entende que a diferença está apenas no nome.

 

Segundo o Aulete, o copidesque é a “revisão de um texto a ser publicado tendo em vista a correção gramatical, a clareza, seu ajuste aos critérios editoriais etc.”, ou seja, o mesmo trabalho que um preparador de texto desempenha.

 

Portanto, a preparação (ou copidesque) é uma revisão mais aprimorada, mexe-se mais no texto. Compreende-se as seguintes ações: padronização de estilo seguindo Manual da Editora, conferência de informações, ajustes de coesão e de coerência – para tornar o texto mais inteligível e fluido –, bem como correção de erros de ortografia (seguindo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa) e de gramática.

 

Geralmente, ela é mais usada em livros – literatura e didáticos –, embora possa ser aplicada em outros materiais.

 

Também há o trabalho de cotejo de original: quando uma obra é traduzida, cabe ao preparador (ou copy) comparar linha a linha do original e da tradução, para checar se a tradução está minimamente correta e se nenhum trecho foi esquecido pelo caminho.

 

Valores e prazos

 

A preparação (ou copidesque) também é cobrada por lauda, pois precisa ser feita no Word – ficaria muito complicado fazer tantas emendas no papel ou no PDF.

 

Por ser um trabalho maior, muitas vezes ela chega a custar o dobro de uma revisão. E o prazo de trabalho também deve ser maior, pois há mais coisas a fazer no texto.

 

Revisão de texto

 

Depois de preparado (ou copidescado), o texto passa pela análise do editor, que o encaminha para a diagramação. Quando o texto toma forma de livro, revista, e-book etc., ele passa pela primeira revisão.

 

Segundo o Aulete, revisão de texto é a “leitura de um texto para conferência do seu conteúdo, correção gramatical, detalhes editoriais etc.”, ou seja, menos itens para checar do que a preparação.

 

Portanto, o revisor não pode mexer tanto quanto o preparador. Cabe a ele nesta etapa: a revisão ortográfica (seguindo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa), gramatical e de estilo. 

 

E é aí que começam os problemas! Como segurar a mão e não “canetar” os trechos que não contêm erros, mas que discordamos quanto à fluidez ou ao uso de algumas palavras e expressões? Como não sugerir uma troca de palavras? Ou uma melhoria?

 

E é assim que muitos revisores acabam ultrapassando essa linha tênue entre revisar e preparar um texto, principalmente quando sabem que o texto não foi preparado, como no caso de um trabalho acadêmico.

 

Normalmente, uma editora faz pelo menos três revisões do mesmo material. O ideal é passar por um profissional diferente a cada revisão, para que ninguém fique com a “leitura viciada”. E, quase sempre, na última revisão deve-se apenas apontar os famosos “pastéis” – troca e ausência de letras, erros de acentuação, enfim, erros básicos –, pois não há mais tempo para melhorias.

 

É bom lembrar que a cada emenda que o revisor faz, corre-se o risco de acrescentar um erro, pois o diagramador pode fazer a emenda errada, e o editor não perceber. Portanto, às vezes menos é mais – não é preciso entrar na fase da “perfumaria”, como alguns profissionais chamam.

 

Valores e prazos

 

Diferentemente da preparação, a revisão pode variar na forma de cobrança, pois ela pode ser feita em papel, em PDF e até em slide.

 

Para revisão em Word, geralmente cobra-se por lauda – e acreditamos ser a forma mais justa tanto para o cliente quanto para o profissional. Imagine uma página que contenha apenas uma imagem e uma legenda de uma linha: ela vale o mesmo que uma página cheinha de texto?

 

Já a revisão em PDF é cobrada por página (ou lauda também, mas é menos comum), e a em PowerPoint, por slide. No papel pode-se cobrar por lauda ou por página.

 

O prazo para realizar o trabalho também varia, porque depende do tamanho do material, bem como da sua complexidade.

 

É importante lembrar que o estilo do autor deve ser sempre respeitado, tanto na preparação quanto na revisão. O que esses serviços fazem é aprimorar o que o autor escreveu, porque, algumas vezes, o que está claro para ele pode não ser compreendido pelo leitor.

 

Além disso, todas as alterações ficam registradas, por meio do “Controlar Alterações” do Word; das ferramentas de “Anotações” do PDF; ou das marcações à caneta no papel, e elas podem ser desfeitas, caso o editor ou o autor discordem delas.

 

Por isso a importância de sempre entregar o texto para um profissional que tem esse olhar treinado não só para encontrar erros clássicos, mas também para levar o texto do autor para outro patamar de qualidade e de clareza.

 

E você, é melhor como preparador ou como revisor? Seus amigos da área sabem diferenciar essas funções? Compartilhe este post para que todos conheçam um pouco mais o importante trabalho dos profissionais do texto.

 

 

 

 

 

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